terça-feira, 11 de dezembro de 2012

ARTE & ALMA

     O calor quase insuportável nos fez escolher um recanto pertinho de uma queda d'água. Aproximamo-nos e nos refestelamos a princípio. Depois veio o calor mais gritante, vieram os turistas barulhentos quais maritacas agitadas, apareceu um suspeito na escadaria que logo foi abordado pela segurança.
     Uns mosquitinhos inoportunos, a queda de uma garrafinha d'água mineral no pequeno lago, que provocou o amigo Belmiro a resgatá-la bravamente(há quem diga, ao pé do ouvido, que foi somente uma desculpa para refrescar-se...)!...
 
     Tudo isso e mais alguns fatos inesperados não corromperam a determinação nossa de mergulharmos na Poesia. O amigo Belmiro nos trouxe até o poeta Jânio Quadros(que eu muito admirava);  Hilário, nos fez refletir com as palavras sábias de Niemeyer; a poesia de Bandeira esteve presente e o belo poema de Raul de Leoni__ Árvore de Natal nos deleitou. Além, claro, dos poetas presentes que nos cativaram com as próprias criações.
 
     Por tudo isso creio, quase convicta,  que a poesia não pode parar. Ela é chama ardente, fulgurante, coisa de alma. Ela nos alimenta , exerce poderosa sedução nos nossos corações, enfeita a vida.
     Falo da Poesia, isto mesmo, com P maiúsculo. Desconsidero as que são, para mim, equívocos, que nada têm de poético.   Arte é para elevar, não para chafurdar. Pode até ser bem construída, com técnica, apresentar-se 'enformada', mas isto não basta para a intitularmos de Poesia. 
       Minha Escola foi e é outra. É a Escola do Espírito, onde bebo a inspiração na fonte da Beleza e do Amor.
 
"Toda a verdadeira arte é uma expressão da alma. As formas externas se valorizam, apenas, enquanto são a manifestação do espírito interior do homem."
 (Mahatma Gandhi, em O Rosário)
    
    

sábado, 17 de novembro de 2012

GALERIA IV

Telas e compensados com pinturas de minha autoria, em tinta acrílica 
 
 
 

AMOR PERDIDO
                                    
                                                                    
                                                    
                                                           
 
                                                       ARARA
 

                  ARPOADOR






 ARREMATE DE FLORES




                                                                                                                                                                                          TUPÃ-TENONDÉ











sexta-feira, 16 de novembro de 2012

GALERIA III

As pinturas aqui apresentada são de minha autoria e foram feitas com tinta acrílica s/tela ou s/ compensado.
 
 
 
                      


                                     A PRIMEIRA OBRA

 
 
   ALTAR NO PAU-BRASIL

 
 
                                                          A ONÇA
 
 
  
A ANTA
 
 
 
 
ATRAÇÃO FATAL
 
 
 
 
BORBOLETA NO JARDIM
 
 
 
 
 

GALERIA II

Pinturas de minha autoria, produzidas em tinta acrílica s/tela.
 
 
 
OS DOIS PALHAÇOS


 

                                                                      

                                                                          A AMIGA






                                                            
 
                                                       FLOR DA NINFÉIA
 
 
 
 
 
 
 
A ONDA
 
 
 
 
 
 
                                                           
 

                                                      AÇUCENAS
 
 
 
 
 
 
 
 
 


sábado, 20 de outubro de 2012

SOM DOS ATABAQUES



    Cheiros indecifráveis, aromas diversos, quietudes de brisas leves pela manhã...
     O mar logo se mostra pelas ondas, pelo perfume; os céus, mais exibidos, escancaram o sol por entre nuvens de cores variadas.
     Dirijo-me à praça e vou pela Rua das Hortênsias. Vejo árvores, árvores, árvores... E, na praça, pássaros, pássaros, pássaros nas árvores, árvores, árvores... E nos ramos? Flores, muitas flores!... E nos galhos, protegidos? Ninhos, ninhos, ninhos.



 
     Salvador é moderna, dinâmica. Mas falta o metrô, faltam calçadas, falta segurança. Os baianos saberão o quê mais.
     Dou asas à imaginação e vejo uma Salvador com prédios não tão altos, sem usufruir tecnologia de ponta, sem grandes empresas a surgirem. Salvador sofre.
     Ela palpita verdes! Ela vibra oceanos! A cidade esbanja azuis e ventos fortes!
     A cidade de Salvador precisa libertar-se para sobreviver, para respirar melhor.
     Salvador são terras, são palmeiras; ela é luz!... Engana-se quem pensa em Paris; a cidade-luz fica na Bahia e se chama Salvador. Uma luz natural. Pancetti que o diga.
     O marinheiro pintor, aqui aportando, maravilhou-se tanto que o seu genial dom tornou-se cativo das luzes desta cidade. Encantou-se. Dissera que jamais teria visto tanta luminosidade e criou marinas com seus pincéis abarrotados de brancos e ocres, amarelos e dourados. Soube como ninguém enxergar esta peculiaridade.
     A força desta cidade é a natureza que vibra intensa, quase feroz nas suas entranhas.
     Salvador tem história forte. Nada mais precisa para que se destaque.
     Não combina com luxo e a pretensa modernidade imposta.
     Sinto o som dos atabaques dos negros ainda, o choro nas senzalas rangendo, mucamas acuadas servindo. A natureza  a tudo presencia, se resguarda e cala; ela é pujante e pungente, Salvador grita na boca dos ventos e silencia nas águas mornas de seus mares.
     Talvez eu veja o outro lado desta cidade que aparentemente teima em seguir exemplos de outras, menos afortunadas em sua natureza exuberante. Povo gentil , amoroso e, de certa maneira, ingênuo,com a alma que reverbera sutilezas do povo africano.
     Salvador, cidade única em sua beleza natural, guarda a força da mãe-natureza  e se debate  sôfrega, entre arranha-céus.

    
 
 

sábado, 13 de outubro de 2012

GALERIA I

 
Pinturas realizadas por mim, em tinta acrílica s/tela.
 
 
   VOO SOLITÁRIO
 
 
 

VISTA  DA  SACADA





 ENCONTRO   COM  A  POESIA
 
 
 
 


  NA TRILHA DA POESIA
 
   
 
 
 
TARDE EM IPANEMA

 
 
 
 

 
ROUPAS  NO  VARAL  EM CAMPO  DE GIRASSÓIS

domingo, 23 de setembro de 2012

ALGUÉM PRA FAZER BEM AO CORAÇÃO

   
 
 
 
 
No mundo de hoje, da tecnologia avançada, o amor está escasso. Escassas estão as delicadezas da conquista, os tímidos  olhares furtivos, o suor frio à medida que se aproximavam, os pequenos poemas criados a partir de um sentimento intenso que ruborizava os apaixonados.
 
"...
Sempre é bom recordar quando se tem na vida
A lembrança feliz de uma cousa perdida
De uma emoção qualquer que nos causou surpresas
Recordar é a melhor de todas as tristezas
..."
 

    Nada se compara àquele amor de outrora! Um amor submisso à aquiescência dos pais da moça, à hora marcada para o retorno do passeio, tudo  como mandava o figurino, dizia-se.
    Hoje nem entendo bem o processo. Primeiro, é o tal do 'ficar', que, pelo que percebo na linguagem chula e empobrecida dos jovens de agora, é o 'rala e rola' , preliminares da relação sexual; sim, porque já no 'namoro' ela acontece. Assim, pa-pum!... Tudo rápido, de acordo com a volúpia instalada no seio da sociedade atual.
    Dia desses, liguei a tv e deparei-me com as mulheres-fruta, com uns quadris desproporcionais, entupidos de silicone...Eca!... Aliás, peitos e quadris, pra não dizer bundas. Pareciam uns monstrengos. Deformadas. E os homens enlouquecidos, apreciando o rebolar intenso e escabroso daquelas criaturas, que se esmeravam num contorcionismo indecente.
   Quando jovem, bonita, eu me envergonhava dos quadris. Achava-os volumosos e procurava escondê-los em blusas fartas e compridas.
    E eu me pergunto o que é que está acontecendo?
   Os jovens de agora casam-se depressa, descasam-se mais depressa ainda, todos transtornados pelo desejo exacerbado. Instigados por uma atração febril, pelo instinto bestial.
    Sinto um pouco de tristeza quanto aos jovens que sofrem este tipo de sugestão e não despertam, ou demoram a despertar para os valores da vida. Da vida aconchegante num lar_ ninho de acolhimento, de esperanças e de amor.
    Nada se compara à atração induzida pelo amor, ao desejo de compartilhar a vida com alguém que nos faça bem ao coração; de alguém doce e delicado de sentimento; de alguém que  acrescente  alegria à nossa existência.
    Às vezes, na caminhada da vida, deixamos que se perca um amor de verdade,  permitimos que se afrouxem os laços  de um bem-querer; mas, talvez ele retorne mais vivo do que nunca , numa demonstração de afeto insuperável e definitiva. Talvez ele não tenha sucumbido; apenas cumprido sua sina  e voltado para o aconchego do coração amado. 
    Feliz de quem encontrou na vida alguém que lhe trouxe  a mensagem da felicidade. Alguém que sabe compartilhar, ouvir, falar, trocar. Alguém que sabe amar. 
 

    "...
Alguém que dá um raio de sol à nossa treva
E um sorriso feliz à nossa boca. "
 
 
 
ops! Os trechos dos poemas são de autoria de Olegário Mariano